2 dias em silêncio

Esse final de semana eu passei 48h em silêncio. Pela 2ª vez na vida.

Pode parecer difícil à 1ª vista, mas juro que achei pouco tempo (das 2 vezes!).

Com a vida mega corrida e agitada que levamos, temos pouco (ou nenhum) tempo de pausa, descanso e de diálogo com Deus. Por isso, fazer um retiro, se isolar de tudo, às vezes é necessário e muito bem-vindo.

Então, lá fui eu novamente pra região serrana, ficar 2 dias sem falar, com outras desconhecidas igualmente caladas, sem sinal de celular, wifi ou televisão. Paz total!

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Sou uma pessoa bem falante, mas tenho uma necessidade enorme de introspecção e de passar um tempo sozinha. Desde que comecei a morar sozinha esses momentos aumentaram, mas quase nunca fico 100% desconectada: fico ouvindo música, vendo vídeo no celular, lendo, fuçando redes sociais… Então esse “tratamento de choque” sempre me faz muito bem!

Só que no retiro, apesar de você estar calada, sempre tem bastante coisa no que pensar: além do que você já tem na cabeça pra resolver, com as meditações, palestras e missas diárias, você vai aprofundando em algumas questões que muitas vezes passam despercebidas na correria do dia a dia. Como está minha vida? Como está minha relação com Deus? E com os outros? É bem raro a gente parar pra pensar nisso enquanto corre pra pegar o metrô, lixa a unha, pensa no que tem que comprar no mercado e manda mensagem pro chefe (ao mesmo tempo).

Não ter nada pra fazer além de acompanhar a programação que já programaram por você (ou não, porque você pode escolher não fazer nada mesmo) tira um peso enorme das costas. Nem pensar no que você vai cozinhar hoje à noite você precisa, porque a comida aparece lá na sala de jantar pra você se servir!

Tive uma experiência engraçada na 2ª noite. Não estava com sono, mas também não tinha mais nada pra fazer. Já tinha acabado a última atividade do dia, já tinha terminado o capítulo do livro que estava lendo, já tinha tomado banho… “Vou dormir né?”, pensei. Mesmo achando que estava sem sono, encostei na cama e dormi imediatamente! Nem preciso dizer que dormi muitíssimo bem nos 2 dias né? Aquele silêncio que só a serra tem, o friozinho na medida, a paz total… E a falta de celular! Que bênção!

Nos acostumamos a ter muita informação, o tempo todo. Passamos, sei lá, 16h por dia conectados, ligados, trabalhando, com o barulho do escritório (e do ar condicionado) à nossa volta, com gente falando, trânsito. A gente se acostuma. Acha até que esse barulho todo faz parte do nosso habitat natural, mas não faz.

E, no meio do silêncio, sem pressa, mais perto de Deus, a gente presta atenção em coisas que passariam despercebidas no dia a dia. Coisas que entenderíamos como coincidência ou até que nos deixariam com raiva. Um exemplo: fui procurar um livro para ler durante o retiro. Queria ler um livro sobre virtudes. Não tinha nenhum livro sobre o tema. Mas tinham uns 50 livros sobre Santa Teresinha. Num dia normal, talvez isso tivesse até me estressado, mas tinha acabado de ser lembrada do amor de Deus por cada um de nós. Entendi a mensagem. “Ok, Deus, você quer que eu leia sobre Santa Teresinha, vou ler”.

Outra coisa interessante é que você acaba “conhecendo” pessoas das quais você nunca ouviu a voz. Porque os únicos momentos de conversa foram a ida e a volta pra casa. Então conversei apenas com quem estava no mesmo carro que eu. As outras 20 meninas são conhecidas das quais nunca escutei a voz! Mas ficaram marcadas no meu coração como companheiras de 2 dias inesquecíveis.

Depois de tanto silêncio, voltei pra casa querendo ter mais silêncio na minha vida. MAIS. E também com alguns propósitos. Escrever mais, por exemplo ;)

Desafio Minimalista #4: Selecione suas roupas

Desabafo: se eu não tivesse postado os 3 primeiros itens do Desafio Minimalista, não saberia nem onde eu tinha parado.

Mas posso dizer que o item nº 4 tem habitado minha vida nos últimos tempos. Talvez porque não consiga terminá-lo. Tô empacada mesmo.

Há algum tempo atrás, li o livro A Mágica da Arrumação, da Marie Kondo. Nele, Marie, uma japonesa especialista em arrumação, explica o seu jeito de arrumar a casa (e a vida): o método KonMari.

Super me identifiquei e concordei com tudo o que a Marie propunha. Até porque sempre fui adepta da eliminação, o 1º passo do seu método. E até usei a sua técnica para escolher que peças manter e que peças guardar com sucesso.

E essa é a parte mais controversa do método: você tem que segurar cada peça que possui e se perguntar: “Isso me traz alegria?” Se o objeto te dá alegria, guarde. Se não, elimine.

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Pra mim, isso faz todo o sentido é o que me incentiva a tentar ser minimalista. Nunca vi sentido em ter muita coisa. Nem em morar em uma casa atolada de troço.

Então, nesse sentido, posso dizer que o objetivo 4 “Selecione suas roupas” está completo. Ou não. Porque eu sempre acho que ainda posso eliminar mais coisas…

E sempre paro no meio! Nunca consigo tempo para terminar a arrumação.

Sim, eu sei que é totalmente nada a ver usar a desculpa de “não tenho tempo”, mas é essa minha melhor desculpa atualmente.

Nunca passo da parte do descarte para a parte de escolher um lugar para cada coisa e depois guardá-las do jeito que a Marie Kondo ensina.

Aí, esse ano, eu comecei a ler o 2º livro dela: Isso me traz alegria. Por incrível que pareça, aprender a dobrar as roupas do jeito certo me fez ter mais facilidade de aplicar o método do que completar a eliminação. Talvez o fato de começar a ver resultados concretos tenha me ajudado a querer persistir nisso.

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Enfim, acho ainda não terminei 100% esse item, mas juro que é um dos meus principais objetivos atualmente. E já vi que é um processo. Então bora continuar!

Desafio Minimalista #3 : Unfriend/unfollow

Acho que esse é o meu tópico preferido do desafio inteiro!

Adoro dar unfollow (ou parar de seguir) em quem não me interessa mais :D

Tudo começou durante as manifestações contra o aumento do preço das passagens. Gente, diante de tanta chatice/babaquice/maluquice no Facebook, fui ~obrigada~ a parar de seguir praticamente metade dos meus amigos no FB!

E, gente, parar de seguir é tão tranquilo. Porque desfazer a amizade no FB pode parecer muito rude da sua parte, mas parar de seguir, não. Até porque a pessoa não fica sabendo que você parou de segui-la!

Quando uma pessoa que eu não sigo no FB me pergunta se eu não vi o post dela, repondo que não vejo sempre meu FB… (o que é a mais pura verdade, mas pode ser usado como mentira inofensiva também, tá valendo)

E qual a vantagem do unfollow?

Seu feed fica limpo de pessoas chatas. Tem coisa melhor?

Já somos obrigados a conviver com tanta gente e com tanta coisa que não gostamos na nossa vida diária, por que temos que aturar isso nas nossas redes sociais?

Costumo dizer que meu feed é uma mistura de frases motivacionais, fotos de bebês e de gatinhos. Me desculpem os sérios, mas é só isso que eu quero ver no meu FB.

No Twitter, sigo alguns sites de notícia, mas a maior parte também é de coisas legais, pessoas do bem e empresas que eu curto. Nada de muita desgraça, discussões políticas inúteis e gente reclamando de tudo!

Não é que eu não me importe com a coisas sérias, é só que eu acho que tudo tem a sua hora e, principalmente, que tudo depende de como você escolhe enxergar as coisas.

E, nessa vida, eu escolho os óculos com lente de coração, por favor <3

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Desafio Minimalista #2 : Zere sua caixa de entrada

Essa é fácil! :P

Na verdade, é fácil porque eu sempre fiz isso.

Sim, eu sou a neurótica que abre todos os e-mails do Gmail. Não há nada que me irrite mais do que aqueles numerozinhos entre parênteses e aqueles e-mails em negrito… Simplesmente preciso ler/apagar todos!

Neuroses à parte, ficar com e-mails não lidos e/ou não deletados acaba estressando né? Eu, pelo menos, acho ótima aquela sensação de “dever cumprido” de ver que todos os e-mails foram devidamente lidos. E se você não vai ler, apague. Ou simplesmente saia dessa lista de e-mail. Mas isso é papo para outro post…

Mas, afinal, COMO FAZ?

Eu simplesmente leio tudo e apago o que não me interessa. Todo dia de manhã, quando abro o meu e-mail, eu leio tudo o que me interessa e deleto o que não me interessa e os spams.

Pronto.

Agora repita isso todo dia.

É óbvio que, se você tem 3.985 e-mails não lidos vai ser mais difícil. Mas só na primeira vez. Depois vira hábito e fica fácil.

Faço a mesma coisa com os e-mails de trabalho, sendo que também arquivo todos os e-mails já lidos/respondidos/resolvidos. Minha caixa de entrada fica só com o que ainda precisa de resposta ou solução.

Como já disse, isso me acalma, porque me dá a real percepção do quanto ainda tenho para fazer. Fico desesperada com as caixas de entrada lotadas de e-mails (não lidos) em vermelho dos meus colegas. Como eles conseguem? Como não se perdem?

(sim, eles se perdem no mar de e-mails vermelhos… coitados)

Depois de lidos/respondidos/resolvidos, eu separo os e-mails de trabalho em pastas de acordo com os assuntos. Posso me orgulhar de quase sempre conseguir achar um e-mail antigo e, principalmente, de nunca ter deixado de responder algo que era urgente ou importante.

Parece frescura, mas organização é o ponto de partida para um trabalho bem feito.

Pelo menos, é o que eu acho.

E ainda me ajuda a não me estressar mais do que o necessário :)

Decisões que facilitam a vida

No último post, falei sobre como identificar o meu estilo facilitou a minha vida (principalmente na hora de comprar roupas). Mas a verdade é que várias decisões, além dessa, ajudam a facilitar nossa vida.

Fiquei refletindo sobre isso quando vi a imagem abaixo no Facebook de uma amiga minha:

decisões

Tomar decisões facilita muito a nossa vida. Principalmente as decisões certas. Mas tem vezes que até as decisões erradas ajudam (com certeza uma decisão errada ainda é melhor do que nenhuma decisão).

Decisões ajudam a nos orientar no dia-a-dia.

Há algum tempo, tomei a decisão de dar “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite” para todos que encontrar. Independente de quem seja e independente se vai me responder. É meio bobo, mas agora não tenho mais dúvida, nem me sinto idiota quando a pessoa não me responde. Decidi uma vez e sigo em frente.

Outro exemplo bobo é a cor do esmalte. Teve uma época (minimalista) da minha vida em que eu só pintava a unha de 1 única cor. Não me lembro exatamente o nome do esmalte, mas era um branco bem clarinho, e eu passava só 1 mão pra ficar mais claro ainda. (E, não, não era Renda porque eu achava o Renda ~muito branco~)

Meio chato né? Mas a verdade é que era muito fácil! Não tinha que escolher toda vez que ia na manicure qual cor eu queria: já tava escolhido.

Ultimamente, sempre fico indecisa quanto a essa escolha tão importante na vida de uma mulher :P Daí me lembrei disso e decidi: vou voltar às origens e pintar a unha sempre de nude. Cara, é muito mais fácil! E eu sei que vou ficar satisfeita com o resultado. Então, pra que se estressar entre tantas opções? Melhor ficar com o que você sabe que dá certo.

E acho que isso é o que está por trás de toda essa coisa de Minimalismo: com muitas opções, acabamos gastando mais tempo escolhendo (e nos estressando para escolher). Quando temos menos opções, a vida fica mais fácil.

Mas essas poucas opções têm que ser as opções que te façam feliz! Se não, qual seria o sentido?

É mais ou menos aquela máxima da Marie Kondo: você tem que ficar só com o que te traz alegria.

Então, partiu desapegar do que não traz alegria.

E decidir ficar só com o que te faz realmente feliz :)

Desafio Minimalista #1 : Defina seu estilo pessoal

Como já contei aqui, decidi compartilhar com vocês meus passos para voltar a ser minimalista.

Então, hoje vou falar sobre o 1º item da lista: definir meu estilo pessoal.

A questão é: quando você não sabe o seu estilo, não tem critérios para escolher suas roupas.

Mas como você define o seu estilo?

Basicamente, você já deve ter definido o seu estilo sem nem perceber. Basta identificá-lo. Mas como?

Sobre quando eu fiz uma consultoria de estilo

Quando eu trabalhei no hotel 5 estrelas, como já contei aqui, ganhei uma consultoria de estilo de graça, como um brinde por ter contratada uma palestra da consultora de estilo em questão. Foi uma das experiências mais legais que eu já tive! Simplesmente porque você não precisa construir nada, só perceber o estilo que você já tem.

Como fizemos isso? Através de uma colagem:

estilo

Foi assim: a consultora nos deixou com várias (tipo, muitas mesmo!) revistas de moda, cola, tesoura e 1 folha de papel para cada uma. A gente teve só que folhear as revistas (em um tempo pré estabelecido, que eu não lembro qual era – mas era pouco, tipo 10 minutos) recortar tudo o que a gente gostava e colar na folha de papel. O desafio era colar tudo em 1 única folha de papel.

Como vocês podem ver na minha colagem, eu não tive dificuldades quanto a isso hehehe

Mas teve gente que saiu colando uma imagem por cima da outra, coisas saindo pelas bordas etc.

O meu foi esse aí de cima: sabonete Phebo (que eu amo); uma foto de um hotel no meio do mato, na Noruega; uma escultura de elefante (amo elefantes!) meio modernosa; uma notinha sobre a Chinti & Parker (marca inglesa maravilhosa, cujas roupas eu infelizmente não posso comprar por questões geográficas/econômicas); uma foto de uma mulher com um lenço de caveirinhas fofo; e um brownie (#GORDICEFOREVER).

Simples, né?

Pois é, com isso, ficou definido que o meu estilo principal é o Natural :)

A consultora tinha uma meia dúzia de estilos pré definidos: natural, clássico, romântico, extravagante etc. Nada muito diferente. E a gente identificava o nosso estilo dentre essas opções.

Eu jurava que o meu era natural com clássico. Mas todo mundo da turma disse que eu era natural com romântico. Enfim, sou romântica a contragosto!

Me lembro que tinham as definições de cada estilo e a definição do estilo natural era: para essas pessoas, se arrumar significa colocar uma calça jeans. Achei isso perfeito pra mim! Eu realmente não gosto de me arrumar mais do que isso.

E o que isso tudo me ensinou?

Que, putz, era óbvio que o meu estilo era esse! Era só olhar o meu armário: meu Adidas Superstar, minha Eastpak, minhas Havaianas (pretas), o fato de eu ter mais shorts do que qualquer outra coisa etc.

Além disso, minha irmã sempre falava que, por mais arrumada que eu estivesse, continuava parecendo desarrumada. Tenho esse “dom” de ser desarrumada até quando estou maquiada, penteada, de vestido longo e salto alto…

E o que isso facilita na minha vida?

Facilita (MUITO) na hora de escolher quais roupas devo comprar. Renda? Não, obrigada. Paetês? Nunca! Tem lojas que eu simplesmente nem passo na porta porque sei que não vou encontrar nada lá para mim.

Minhas roupas preferidas são as mais básicas, confortáveis e fáceis de combinar, sem muitas estampas ou detalhes. Não adianta insistir. São essas roupas que eu gosto.

Então, acaba sendo algo que facilita a minha vida e também me ajuda a aceitar quem eu sou. Porque, gente, não tem nada pior do que ficar lutando para ser algo que você não é!

Minha opinião sobre as roupas é que elas não precisam chamar mais atenção do que eu mesma. Na verdade, fiquei felicíssima quando a Gap (uma das lojas que vendem roupas bem do jeito que eu gosto) lançou uma campanha chamada Dress Normal. Na vitrine da loja deles aqui do Rio, eles definiram tudo o que eu penso sobre o assunto: suas roupas não precisam falar por você!

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Deixe que as suas ações falem mais alto que as suas roupas!

Desafio Minimalista

quadro minimalista

Resumindo (mas nem tanto) os 3 desafios minimalistas que já postei aqui, vou tentar abordar esses 76 (!!!) tópicos nos próximos posts.

  1. Defina seu estilo pessoal
  2. Liste 20 peças de roupa essenciais
  3. Escolha um tema para seu armário
  4. Selecione as suas roupas
  5. Selecione os seus sapatos
  6. Selecione as suas bijuterias
  7. Escolha um tema para sua casa
  8. Limpe as superfícies do seu quarto
  9. Verifique se você está pagando por algo que não usa mais
  10. Livre-se das comidas não saudáveis da dispensa
  11. Estabeleça uma meta para cada categoria: financeiro, felicidade, saúde, estudo
  12. Liste 5 coisas pelas quais você é grata
  13. Deixe só o essencial pendurado nas paredes
  14. Descadastre-se das newsletters inúteis
  15. Encontre um meio de planejar o seu dia (agenda etc)
  16. Desligue as notificações de redes sociais no celular
  17. Mude suas contas para boletos digitais
  18. Faça um diário para descobrir com o quê você está gastando o seu tempo
  19. Planeje sua próxima semana
  20. Estabeleça metas para os próximos 6 meses
  21. Defina um valor para economizar todo mês (qualquer valor!)
  22. Limpe a geladeira
  23. Limpe e organize seus lençóis e toalhas
  24. Organize arquivos e pastas do seu computador
  25. Digitalize seus documentos importantes
  26. Avalie seus “itens sentimentais”
  27. Zere sua caixa de entrada
  28. Ordene sua mesa de trabalho
  29. Delete aplicativos que você não usa do seu celular
  30. Faça alongamento, yoga ou pilates
  31. Livre-se de produtos de beleza que não usa
  32. Organize suas fotos (e delete o que precisa)
  33. Limpe os armários
  34. Ordene seus remédios
  35. Reorganize seu armário
  36. Digitalize suas receitas médicas (e depois se livre delas)
  37. Pratique respiração consciente
  38. Programe 30 minutos por semana só para você mesma
  39. Unfriend/unfollow
  40. Escreva sua to-do list para a semana q vem
  41. Reduza sua coleção de cd/dvd/livros
  42. Descubra 10 coisas pelas quais você é grata
  43. Identifique 2 coisas que você faz para procrastinar e monitore
  44. Passe 1 dia sem redes sociais
  45. Ordene seus eletrônicos (e cabos)
  46. Organize seus produtos de limpeza
  47. Deixe só os seus itens de decoração preferidos
  48. Identifique um hábito que te leva a gastar sem necessidade
  49. Planeje suas refeições para a próxima semana
  50. Escreva sua lista de compras
  51. Selecione seus acessórios (bolsas, óculos etc)
  52. Estabeleça um lugar para onde você gostaria de viajar
  53. Separe 20 minutos por dia para limpeza e organização
  54. Organize seu orçamento
  55. Fique 1 dia offline
  56. Medite por 10 minutos
  57. Fique 1 dia sem reclamar
  58. Identifique suas 5 prioridades
  59. Estabeleça uma rotina matinal
  60. Simplifique o seu feed
  61. Aprenda a gostar da solidão
  62. Fique sem email e mídias sociais até a hora do almoço
  63. Examine seus hábitos diários
  64. Não compre nada por 24 horas
  65. Pratique fazer uma coisa por vez
  66. Não assista televisão por 24 horas
  67. Escreva por 20 minutos
  68. Estabeleça uma rotina relaxante antes de dormir
  69. Fique 1 dia sem maquiagem
  70. Não planeje nada por 1 dia
  71. Identifique o que ativa o seu estresse
  72. Abra mão de 1 objetivo
  73. Avalie suas 5 últimas compras
  74. Anote 1 coisa por dia que te fez feliz
  75. Identifique 20 coisas pelas quais você é grata
  76. Estabeleça novos objetivos

Não garanto que vá conseguir falar de todos e, com certeza, não seguirei essa ordem, mas vou tentar me esforçar para ir até o final (para contrariar minha inclinação de abandonar tudo pela metade).

Mãos à obra!

Sobre Minimalismo

minimalismo

Tudo começou quando descobri a Minimalism Series da Rachel Aust  (não me pergunte como eu cheguei na Rachel porque eu não lembro!)

Daí a Victoria do Femme Head (que eu adoro e que me faz lembrar que depois eu tenho que postar sobre “mapear seu ciclo”) também postou alguns vídeos sobre o assunto.

Tenho que admitir que já fui minimalista. Quando eu era da escola, tinha apenas 1 par de brincos (que eu só usava nos finais de semana). Não curtia comprar roupas, odiava maquiagem, andava de short e havaianas o tempo inteiro que não estava de uniforme da escola.

Na faculdade, continuei basicamente assim e tinha o hábito de comprar sempre um item idêntico ao que estava já se desfazendo de tanto uso e ia pro lixo (a maioria das minhas coisas usadas iam direto pro lixo porque nenhum ser humano deve usar coisas naquelas condições – sim, eu uso as coisas até elas acabarem mesmo). Isso acontecia, por exemplo, com o meu AMADO tênis Adidas Superstar.

Adidas Superstar

Comprei um par aos 15 anos de idade. Usei por 5 anos, com muito amor, mas sem dó nem piedade de gastá-lo. Comprei o 2º com 20 e o terceiro com 25. Provavelmente terei que comprar outro agora que fiz 30, não só para manter a *tradição* como também porque a palmilha dele está se desfazendo! Os outros foram doados, mas estavam todos com a sola furada (sério, eu usava tanto eles que essa sola super grossa FURAVA!).

Mas aí o que aconteceu aos 22 anos? Eu me formei e comecei a trabalhar! Meu primeiro emprego foi numa empresa super descontraída e eu ia trabalhar de Adidas Superstar no pé e Eastpak nas costas (uso a mesma mochila – que ganhei de presente de formatura – para carregar as coisas da academia até hoje). Mas aí fui trabalhar num hotel 5 estrelas. Pausa dramática. TINHA QUE TRABALHAR DE TERNO. E MAQUIADA. E DE SALTO. Não preciso nem dizer que sofri né? E gastei rios de $ (que não tinha) também…

Passada essa fase, vim trabalhar no meu emprego atual, onde o ambiente é um meio termo entre esses meus 2 primeiros empregos: venho trabalhar de calça jeans, mas às vezes uso as camisas sociais (e o blazer da Zara) que comprei quando trabalhava no hotel. O Adidas ficou restrito aos fins de semana, apesar de vir trabalhar de All Star quando chove.

O problema é que comecei a ganhar melhor. E aí, amigos, fui caindo no vício das compras. Logo eu, que não gostava de comprar roupa!

Como morava num micro apartamento (20m2), me livrei de muita coisa que não usava logo que mudei, mas aí os anos foram passando e as coisas (principalmente roupas) foram se acumulando…

Quando comecei a assistir os vídeos sobre Minimalismo, vi que era hora de voltar ao MEU ESTILO e me livrar de tudo o que eu tenho de inútil. E aí veio a mudança.

Como já contei aqui, me mudei para um apartamento maior \o/ Mas o que poderia ser um motivo para continuar no caminho da acumulação de coisas (inúteis), foi na verdade o turning point pra acabar com essa bagunça, devido ao CHOQUE de ver quanta tralha eu tinha entulhado naquele espaço minúsculo! Foi o momento do “chega”.

Nessa jornada minimalista, me deparei com 3 listas de “coisas para fazer para virar minimalista” e vou tentar postar aqui os desdobramentos dessas atitudes na minha vida.

30 day minimalist challenge da Rachel Aust

60 day minimalist challenge da Rachel Aust

30 day minimalist challenge do Into Mind

 

Se vão ser 30, 60 ou 90 dias, eu não sei. Mas vou sem pressa. De volta ao meu estilo natural.

 

Mais sobre minimalismo:

http://www.felizcomavida.com/minimalismo

https://meudiariominimalista.wordpress.com/

Sobre uma promessa (e um desafio)

emoji rezando

Sempre adorei produtos de beleza. Naturais ou não. Me largue em qualquer farmácia (por mais furreca que seja) e eu vou me divertir vendo todas aquelas prateleiras coloridas <3

Então, quando um problema de saúde (já resolvido, graças a Deus) aconteceu com uma das minhas tias, não tive dúvidas: prometi que ficaria sem comprar NENHHUM produto de beleza até ela se curar. E, 8 meses depois, estou aqui para dizer: eu consegui! E minha tia está curada :)

Foi difícil? Ah se foi! A tentação era grande porque agora eu moro do lado de uma farmácia (enorme e ótima) e, óbvio, pq meu estoque de produtos foi acabando… Tive que apelar para doações de sabonete facial do namorado (que não usa o dele né?) e passei algum tempo economizando pasta de dente e produzindo meu próprio desodorante, mas sobrevivi \o/

E o que eu descobri com esse (mega) desafio? Que, gente, temos muito mais do que precisamos! Tirando o desodorante (comprei o meu queridinho, da Natura, assim que soube da notícia da alta médica porque, putz, tava precisando…) e do xampu (que também economizei o quanto pude e comprei outro logo), ainda tenho creme antirrugas, hidratante, protetor solar, perfumes e tudo mais AOS MONTES!

No meio desse caminho, me mudei para um apartamento maior. Mas fiquei chocada (e elevei bronca do namorado) porque descobri o quanto de coisas de beleza eu tenho! Acho que preciso de umas 2 vidas para acabar com os potes de hidratante imensos que eu comprei nos USA… Na mudança, meus produtos (amados) encheram 1 caixa grande e 1 pequena (e a maioria ainda está encaixotado, provando que não fazem falta). Gente, pra que tudo isso?

Então, por mais que a promessa tenha acabado, continuo na missão de não comprar mais produtos (não essenciais) de beleza. Pasta de dente, desodorante e xampu são exceções porque (tenho uma caixa de sabonetes que ganhei no Natal e) são necessidades básicas para a vida em sociedade né? Mas mesmo esses itens, às vezes precisamos nos controlar para não ter um estoque…

Essa experiência aconteceu em paralelo com a minha (re)descoberta do minimalismo. Sempre curti o estilo minimalista e, quando viajei pra Europa, me encantei com os artistas minimalistas (sim, eu curto aqueles quadros “brancos”, me deixa!). Então agora estou num processo para retornar às minhas raízes minimalistas NA VIDA (porque eu já tive apenas 1 par de brincos – juro).

E vou usar esse espaço para continuar falando sobre esse caminho rumo a uma vida mais simples… Aguardem as cenas dos próximos capítulos!